domingo, 28 de novembro de 2010

Arlete Nogueira da Cruz: 70 anos de vida/45 de literatura

Há quarenta e cinco anos, Arlete Nogueira da Cruz lançava o romance A Parede. Essa obra haveria de se constituir um marco literário na carreira da escritora, causando um impacto tão forte em sua criatividade, que continuou percutindo em todas as obras que publicou posteriormente.

Um dos aspectos mais importantes do estiloda autora é a simplicidade que perpassa toda a narrativa ao longo dos 10 capítulos. 

Por baixo desse texto, a autora constrói uma obra de profunda introspecção psicológica, que terá o ponto de referência mais alto no poema-romance Litania da Velha, publicado em 1996.

As duas obras em questão A Parede e Litania da Velha são indissociáveis, porque representam ambas um périplo pela cidade histórica de São Luís. São obras minimalistas que seguem as experiências de releituras e desconstruções de escritores como Xavier de Maistre (A vida em torno do meu quarto), Kafka (Metamorfose) e Samuel Beckett (Molloy) sobre a viagem humana num plano do ser acuado e emparedado.

No romance A Parede, o protagonista da primeira pessoa sugere a marca autobiográfica que, possivelmente, retrata as vivências e experiências da autora, da adolescência aos vinte anos.

Em Litania da Velha, o protagonista, a Velha, é uma representação da própria cidade de São Luís personificada. Cidade e pessoa se identificam marcadas pela metamorfose do desgaste do tempo representado metaforicamente pelo salitre.

No caso das obras, já citadas, que precedem A Parede, os protagonistas estão circunscritos a um quarto, ou seja, entre paredes. Não só às paredes concretas do quarto, mas às paredes da alma, barreiras psicológicas que os impedem de deixarem de se anular até ao aniquilamento.

Xavier de Maistre, Kafka, Samuel Beckett e Arlete Nogueira empreendem uma viagem pelos meandros e subterrâneos mais secretos da alma humana, saindo muito pouco dos locais a que se circunscrevem biologicamente. Sim, trata-se de uma odisséia às avessas, isto é, de um ponto de vista minimalista. Nesses casos, os protagonistas são anti-heróis.

Os quatro narradores desconstróem o mito de Ulisses como herói e instauram uma outra viagem, a que se passa, introspectivamente, nos meandros do labirinto do próprio ser. De dentro do quarto, de bicicleta, de ônibus, sob a forma de uma barata ou como uma sombra, a viagem é sempre de quem está encarcerado.

Depois desses percursos, não há como a narrativa voltar à linealidade. 

Já a escritora Clarice Lispector com a obra Perto do Coração Selvagem aderia a essa nova técnica de escrever romance, que tem por base uma preocupação de tornar visível o invisível universo dos sentimentos interiores do ser.

Há tratados e estudos gigantescos sobre a questão. A abordagem passa consecutivamente por obras conseqüentes, como Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust; A Canção dos Loureiros, de Édouard Dujardin; O retrato do artista quando jovem, de James Joyce.

Nesta edição Guesa, há um estudo do professor Sébastien Joachin, que bem ilustra o que anteriormente dissemos. 

Para melhor compreensão, no texto em que ele comenta a obra Litania da Velha, preferimos pôr em primeiro lugar os trechos em que ele analisa e sublinha com mais clareza, também, o romance A Parede.

Tivemos o propósito deliberado de, assim, do ensaio introdutório à trilogia constituída por A Parede, Cartas da Paixão e Compasso Binário, sob o título geral Trabalho Manual (Prosa Reunida), do Ensaio A Verdade do Ser em Arlete Nogueira da Cruz, colocar em primeiro lugar a segunda parte para melhor entendimento do que seja epifania que, na primeira parte, é assunto exaustivamente abordado.

A esclarecedora visão sobre epifania dá ao leitor uma ponte para a melhor compreensão do que seja o romance moderno.


Data de Publicação: 16 de maio de 2006


Fonte:http://www.guesaerrante.com.br/2006/5/16/Pagina722.htm

Litania da velha e decadentismo: abrindo as portas do tempo











O decadentismo, como já vimos, não é uma estética decadente, mas como bem disse Latuf (LATUF, 1994, p.16) sobre o seu significado: “coloca-se como espelho (espelho às avessas) de uma sociedade decadente”.

Ao comentar criticamente o poema de Arlete Nogueira da Cruz, vamos partir de algumas indagações: é possível revisitar o triângulo do dispêndio e suas conexões em Litania da Velha? Flâneur, dândi, lésbica ou prostituta: que relações encontramos entre esse triângulo e Litania da Velha? Como pensar a cidade, a correlação da sua transformação no decadentismo, como vimos no capítulo inicial, com a alegoria da decadência da cidade entrevista no poema de Arlete Nogueira da Cruz?

O decadentismo é marcado pela transgressão da economia verbal. Poderíamos dizer que há transgressão da economia em Litania da Velha? Quê, de decadentismo, salta do poema? Há como confrontá-los? Há traços comuns nos finais dos séculos XIX e XX: crítica à cultura, niilismo, ausência de sentido para a vida, exacerbação narcisista? Há como dizer que esses traços se repetem? De que maneira, em que contexto?

Sem pretender responder a todas as indagações, na medida em que a última palavra – lugar das respostas absolutas – é o lugar da falência, pretendemos comentar Litania da Velha considerando a visita decadentista ao poema contemporâneo, a fim de estabelecer um possível diálogo entre uma estética do final do século XIX e um produto artístico do final do século XX.

O imbricamento do moderno e do pós-moderno na literatura é o que permite pensar na visita decadentista ao texto contemporâneo ou verificar o que de contemporâneo já está contido no decadentismo.

Partindo dessa possibilidade, abriremos as portas do tempo, atenuando suas fronteiras, porém marcando as diferenças, passando primeiramente por um comentário crítico de Litania da Velha.

A revelação poética

O eu é um outro.

(Rimbaud)

Litania da Velha traz a imagem de uma velha mendiga e de uma bela cidade desolada, em ruínas, ambas revelando abandono e descaso. A beleza da cidade perfaz-se numa via antitética que emana do horrendo e da força das palavras que a constituem.

Paralelamente à tessitura poética da cidade, ou porque não dizer, num processo topológico – para recorrer às figuras matemáticas que criam superfícies em que o dentro e o fora se confundem – a velha, ou seja, o ser (e quando disser ser, entenda-se principalmente o humano) também é concebido em sua decrepitude.

Uma relação orgânica entre ser e cidade exibe restos e ruínas. O interessante é que, em determinados momentos do poema, não sabemos de que/quem se trata: se do ser ou da cidade, tamanha a especularidade que há entre/na constituição de ambos. Velha e cidade tematizam vida e morte, o corpus e a sua falência.
[...]

Litania da Velha inicia-se com uma introdução marcada pelos dois primeiros dísticos, que se destacam dos demais versos do poema, na medida em que apontam para o lugar de onde fala a voz narradora que identificaremos com a revelação poética. Embora o tema central do poema seja a cidade, os quatro primeiros versos encontram-se apartados dos demais em sua essência. O primeiro dístico traz uma referência temporal, sendo o tempo o termo que rege a ação. O poema nos é oferecido como a ruptura de um silêncio que se perfaz em poesia.

O tempo consome o silêncio e mastiga vagaroso a feroz injustiça. 

O campo se perde embebido em jenipapos para a manhã sufocada.

Os bois da infância ruminam sua paciência e espreitam essa audácia. 

– O tempo dói na ferida aberta da recordação.

O primeiro e o segundo dísticos estão imbricados. As personificações do tempo e dos bois da infância fazem um contraponto, sendo que o primeiro dístico é representado pela ação de um Outro que fala e o segundo pelo eu que se apassiva diante das palavras, que insistem em dizer através da voz narradora... Essa representação é correlativa ao aforismo de Rimbaud: “O eu é um outro”.

Consideramos que a criação poética é o que habita o poeta. O poeta é habitado pela linguagem e dela se serve, para servir-se. O poeta nasce e (re)nasce a cada momento da criação, na medida em que ele só existe na criação. O poeta nunca é, está sempre a se fazer, o vir-a-ser é a matéria prima da criação literária.

Nos dois primeiros versos de Litania da Velha, o tempo, ou melhor, um certo tempo foi necessário para romper esse silêncio, tornando-se parte constituinte das palavras a partir de uma anterioridade lógica. O silêncio, entendido aqui como um tempo necessário de maturação; o tempo, como a consumir uma existência que um dia revelar-se-á em palavras.

Se, por um lado, o silêncio é o humus de onde as palavras brotam, um certo tempo de solitude do autor é necessário para tornar-se o revelador desse brotar. O despertar poético, um tempo de revelação, traz também uma mudança de lugar ou um lugar de mudança, interstício poético, possível de “tornar visível, o visível”, para citar a epígrafe de Paul Klee, que abre o poema.

Os versos iniciais fazem uma dupla marcação: anunciam, simultaneamente, que vêm revelar algo da ordem de uma denúncia e que vêm mostrar essa alienação e separação necessárias entre o eu/Outro na criação poética.

A introdução traz dois níveis de leitura: explicitamente, o mote do poema; e, implicitamente, o lugar de onde fala a poeta ou voz narradora.

A primeira revelação diz respeito ao corpo do poema, uma denúncia em torno da cidade e da injustiça social; a segunda revelação, a revelação poética, fala do momento constitutivo da poeta no ato da criação, e, no dizer de Octavio Paz:

“O precipitar-se no Outro apresenta-se como um regresso a algo de que fomos arrancados. Cessa a dualidade, estamos na outra margem. Demos o salto mortal. Reconciliamo-nos.” (PAZ, 1982, p.162)

Os dois primeiros dísticos estão marcados por indicativos temporais representados pelas palavras manhã, infância e recordação, que se ligam, respectivamente, a: sufocada, ruminam e dor. As palavras vêm, da ordem de um tempo anterior, recobrir uma dor.

Porque há dor, pode-se escrever. É porque “– O tempo dói na ferida aberta da recordação” (único verso precedido de um travessão) que se diz. Esse verso é catalisador da introdução. Sob a égide do tempo, a poeta abre a boca e entoa o seu canto; a partir de uma dor, a poeta diz e, simultaneamente, se diz.

A dor tem um lugar marcado na tessitura do poema. A dor, em Litania da Velha, é correlativa à melancolia de Cínzia – protagonista do romance A Parede, de Arlete Nogueira da Cruz. Nauro Machado, na orelha da sua segunda edição (1993), comentando-o, identifica o estado melancólico de Cínzia como “estado positivo que dificulta na personagem o esquecimento e lhe estimula a revolta”.

Referindo-se ao ato de criação poética e não propriamente ao universo ficcional, podemos dizer que a dor, revelada pela poeta, compara-se à melancolia da citada personagem, a partir da positividade da afirmação que aflui da dor na criação poética, assim como, para a personagem de A Parede, a melancolia a impulsionava a agir.

Ainda, para observar o lugar da dor e da melancolia na escritura da autora, observamos que Freud, em seu ensaio Luto e Melancolia (FREUD, 1989, v. XVI, p.286), ao referir-se ao estado melancólico, denomina-o “ferida aberta, atraindo a si as energias catexiais”. A “ferida aberta da recordação” do verso de Arlete nos traz a imagem de algo incicatrizável, a recordação recoberta pela dor.

[...]

Consideramos portanto a introdução, marcada pelos quatro primeiros versos, como uma ação poética específica que aponta para a demarcação de dois lugares: o lugar do vir-a-ser, que constitui a voz narradora, e o lugar da dor na criação poética. Podemos então afirmar que, considerada por nós, a introdução não traz a “diegese” poética, mas é indicativa do estado fomentador do poema, a saber, a dor.

[...]

Cidade e decadência

Como foi visto, a urdidura poética de Litania da Velha nos leva à trama da cidade, mais especificamente ao centro histórico de São Luís e seu entorno, ao seu traçado, a uma viagem no tempo que só pode ser pensada enquanto pudermos pensar também no ser.

Pensar a cidade é, simultaneamente, pensar o sujeito e o desejo que a habitam e, ao mesmo tempo, a constituem, na medida em que a cidade não se constitui sozinha, somente de sua arquitetura, mas daqueles que a habitam.

Os movimentos da velha, sua peregrinação, nos fazem indagar sobre os movimentos desejantes da cidade, nos fazem pensar nos rumos assumidos pela cidade, em seus destinos.

Litania da Velha interroga sobre a relação ser/cidade. A velha carrega sua dor presentificando uma ferida aberta – na cidade que segue alheia a sua gente, a seu patrimônio. Chamamos, a essa parte, de corpo do poema, diferenciando-o da introdução e do fechamento.

Chama a atenção que a velha, em seu caminhar, não fale. A única vez que tenta, murmura baixinho:

13 A velha sobe o degrau da quitanda murmurando baixinho.
14 O balcão é o encosto onde ela se ampara como faz todo dia.


A velha é um poço contido, seus desejos não são expressos. A fala, única via de expressão do desejo, está elidida do poema, perfaz-se em uma repetição automatizada. A velha, em seu caminhar mudo, não expressa desejo. Mesmo ao final do poema, no momento extremo de um desamparo mortal, as palavras que poderiam ser ditas não o são e até um grito de dor, última expressão possível e incontida, esse grito não sai:

100 A boca calada engole o grito de dor que ecoa no abismo.

As palavras não-ditas retomam contra o próprio sujeito; a dor que não pôde ser expressa ecoa no abismo, ou seja, se perde no âmago do próprio sujeito.

A velha nos é mostrada como uma figura que vive na ordem da necessidade, afastando-se da ordem do desejo. Correlativamente à figura da velha, a cidade nos é mostrada em seu abandono; vemos que seus escombros estampam a morte, como nos seguintes versos:

09 Os buracos se espalham no chão como lagos avulsos de águas toldadas.
34 Os manguesais não resistem à fúria das ambições traiçoeiras.
35 Os barcos das velas de cores não mais se acrescentam ao belo poente.
36 O aterro conjuga o bumbareggae e a fumaça dos vícios funestos.
46 Os sobradões sem telhados são armadilhas de sorrateiro interesse.
48 As antigas alcovas se abrem em cloacas na incontinência dos restos.
53 O sobrado desaba sob a complacência de quem lhe espreita essa queda.
60 A antiga cidade é uma ilha que se desfaz em salitre.


Essas imagens estampam a agonia mortal da cidade, imagens de decadência de uma cidade que se desmancha, se desfaz, se esfacela. Uma cidade histórica, um conjunto arquitetônico real que revela uma marca, significativa de um tempo, fica relegada ao acaso, à decadência.

As figuras que habitam a cidade – cachorro, criança, pescador, bêbado, mulher, camelô e passante apressado – revelam também o descaso e o abandono, estendem-se pela cidade e compartilham de sua decadência:

11 O cachorro, perdido, caminho o desvio de seu abandono.
12 A criança brinca no esgoto que escoa também o seu sonho pequeno.
15 O bêbado cochila sentado babando os espasmos da inconsciência
31 O pescador sobre as águas conduz a canoa sem âncora e leme.
32 Os peixes mais nobres não restam ao alcance da sua fome e anzol.
56 A mulher, no desespero da hora, cata ansiosa os seus rastros de amor.
65 O camelô oferece o produto supérfluo suplicando que o levem.
66 O passante apressado atropela o que passa passando com pressa.


Os habitantes que são mostrados no poema trazem a visão da decadência, relegados ao mesmo abandono da cidade. O cachorro está sem rumo, a criança está sem perspectiva, o bêbado está sem consciência, o pescador está sem âncora e sem leme, a mulher está sem amor, o camelô está sem fregueses, o passante está sem ver. Há uma aflição, um desconhecimento do outro e uma falta de perspectivas, mostrados por essas figuras.

Vemos que, tanto no aspecto físico da cidade como no de seus habitantes, comparecem figuras que acedem aos interesses dessa decadência, como no verso 46, em que se destaca sorrateiro interesse; no verso 53, que fala da complacência de quem lhe espreita essa queda; ou nos versos:

62 O jornal se corrompe na atroz estufa do lodo e do lucro.
70 As crianças, jacintos errantes, reclamam cuidados fraternos.
71 Os cuidados se esgotam no galopar de rubros sendeiros.
77 A arrogância dos homens espreita e apressa a gentil despedida.


Entendemos que o retrato da cidade, e de suas imagens em decadência, é o retrato de todos aqueles que habitam a cidade, na medida em que são os movimentos desejantes de cada sujeito que constituem os movimentos desejantes da cidade. Podemos nos perguntar a quantas anda o desejo daqueles que ocultam uma história da cidade e, ao mesmo tempo, relegam-na às ações do tempo. Nesse aspecto, podemos fazer um paralelo entre a cidade dos fins do século XIX e a cidade que nos é apresentada em Litania da Velha, nos fins do século XX.

Nos fins do século XIX, por exemplo, era o progresso que se impunha à Paris de Baudelaire. A configuração da cidade recriada por Haussmann impunha deferentes movimentos na relação dos habitantes com essa nova cidade. A construção do Moderno e suas conseqüências foram consonantes à estética decadentista.

O aspecto de decadência que se revelava na literatura dos fins do século XIX apresentava-se, basicamente, sob duas formas: por um lado, o apego a imagens decadentes ou transgressoras da economia que revelavam a precariedade do progresso e do sujeito falante; e, por outro lado, uma exacerbação da escrita, de adjetivos e de ornamentos que tinham a mesma função das imagens de decadência, a saber, conduzir o leitor ao labirinto, ao abismo, na ordem da transgressão da escrita. Para os decadentistas não havia mais crença, a literatura revelava sujeitos apartados de quaisquer expectativas.

Litania da Velha também nos traz seres sem expectativas.

[...]

*Maria Sílvia Antunes Furtado é Mestra em Teoria Literária, psicanalista e professora do Uniceuma.

(DA CRUZ, Arlete Nogueira da Cruz. Litania da Velha. São Luís: Lithograf, 2002, p.110-127)

Pequenas mudanças de hábito ajudam a acabar com o cansaço do dia a dia

Se o cansaço não está ligado a nenhuma doença, é possível melhorar os níveis de energia no dia a dia fazendo algumas mudanças na rotina e na dieta. A atividade física também é importante. Pessoas sedentárias reclamam mais do cansaço do que as ativas. Bastam 20 minutos de exercício três vezes por semana para reverter o quadro. Confira abaixo as principais causas da fadiga no cotidiano e saiba como tratá-las:
Dormir pouco - É a causa mais óbvia, e a primeira que as pessoas tentam remediar quando sentem-se esgotadas. Diversos estudos mostram que dormir pouco afeta a concentração e a saúde. Se a dificuldade para dormir está ligada à ansiedade ou dura há mais de uma semana, o ideal é procurar um médico. Só ele poderá diagnosticar corretamente o problema.
Apneia - Respirar mal durante o sono - ou até ficar alguns segundos sem respirar - afeta diretamente a disposição no dia seguinte. A maioria das pessoas nem sabe que tem a condição, que pode aumentar o risco de diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares. Parar de fumar e emagrecer costumam reduzir a apneia, mas muitas vezes é necessário fazer tratamento médico.
Dietas restritivas -Não comer direito, ou se alimentar com os alimentos errados, causa um grande desgaste ao organismo. Isto porque a falta de comida (ou o excesso de açúcar e produtos refinados) altera os níveis de açúcar do sangue. Coma pelo menos três refeições por dia que combinem proteínas, carboidratos, frutas ou verduras e só faça dietas com orientação de um profissional da área.
Anemia - O distúrbio é a principal causa da fadiga em mulheres na idade fértil. A perda de sangue durante a menstruação pode causar a deficiência de ferro, uma das principais causas da anemia. O mineral é fundamental para levar oxigênio para o sangue e para os tecidos. Consulte seu médico sobre a possibilidade de tomar um suplemento de ferro e invista em alimentos ricos na substância, como fígado, feijão, mariscos e cereais fortificados.
Depressão -A tristeza e o desânimo que não passam também causam uma série de problemas físicos. Dor de cabeça, perda de apetite, sonolência, cansaço e falta de ânimo fazem parte do quadro. Se os sintomas não melhorarem após duas semanas, é hora de consultar um médico.
Hipotireoidismo - A tireoide é uma pequena glândula que fica na base do pescoço. Ela é responsável pelo metabolismo, que controla a velocidade com que o corpo converte os alimentos em energia. Quando ela está pouco ativa, o metabolismo fica lento. Com isso, as pessoas ganham peso, retêm líquidos e ficam mais desanimadas. Um simples exame de sangue comprova o problema, que costuma ser facilmente tratado com medicamentos.
Excesso de cafeína - Chá, café, refrigerantes e mate, em doses adequadas, aumentam a disposição e a concentração. Só que em excesso (geralmente mais que duas xícaras de café ou duas latas de refrigerante por dia) aumentam os batimentos cardíacos, a pressão e o nervosismo. Se este é o seu caso, reduza o consumo aos poucos.
Doenças cardíacas - Perder o fôlego ou ficar cansado ao limpar a casa, cozinhar ou cuidar do jardim pode ser sinal de que algo não vai bem com o coração. Consulte o médico e elimine a possibilidade de doenças cardiovasculares.

Litania da Velha - Parte 2

Litania da Velha - Parte 2

Litania da Velha - Parte 1

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quem fez o que na ditadura militar

Essa semana tivemos o acesso aos documentos produzidos durante a ditadura militar sobre a presidente eleita Dilma Rousseff, por exemplo que ela passou vinte e dois dias sob tortura e que ela seria responsável pelo armamento do grupo VAR-Palmares.
Acho que há algumas observações que temos que fazer. A primeira é que é inteiramente legítima a curiosidade e interesse pela biografia de uma personalidade Dilma Rousseff, hoje presidente eleita. É um direito que nós temos, todas as informações sobre sua atividade política presente e passada, a população que saber e tem o direito de saber. Acho esse um ponto pacifico, um ponto importante. O segundo ponto, porém, é que a gente que ver que as informações ficam melhor entendidas quando são vistas num contexto apropriado. Hoje quando se fala em armas, em assaltos a banco, em atos de violência, parece que estamos falando de uma situação de crime, quando na verdade temos colocar na situação da época em que governo foi um governo militar que tinha deposto um governo eleito, que não realizada eleições. Esse tipo de atividade mesmo que você discorde delas, que não são produtivas e eram erradas, eram na verdade atos de resistência. Esse é um dado importante e está num contexto político. Estamos falando de pessoas que assaltavam bancos, que usavam arsenais de armas para cometer crimes, mas era situação de violência reagindo de forma violenta, pode até ser errada mas é um contexto que precisa ser melhor entendido.
Esse episódio me lembra mais uma coisa interessante que é aquela tradição de que no Brasil a gente só consegue ter informação de um lado. Só conseguimos ter informação a respeito das pessoas que foram vítimas da tortura, das que resistiram ao regime. Mas até agora, ao mesmo tempo de que se abre – após a espera de alguns meses – esses documentos sobre Dilma Rousseff, há duas décadas nós esperamos pela abertura dos arquivos militares. Arquivos que dizem quem fez o que na ditadura militar, especialmente quem foram os responsáveis por crimes como a tortura,por crimes como execuções, quem deu as ordens, quem a cumpriu. Isso a gente continua sem saber.
Recentemente morreu o senador Romeu Tuma, que durante anos foi chefe do DOPS de São Paulo. Ele era um homem de ligação entre o DOPS e o serviço de informação do exército e nunca se soube direito o que ele fez. Então temos uma história pela metade. De um lado nós podemos saber, mas ao mesmo tempo de outro lado, é um silêncio, um mistério. Isso é muito ruim porque nós somos um país que ficamos com a memória quebrada, partida. Não é um país que consegue ter uma memória integral a respeito de próprio.
No Conisul esses arquivos já foram abertos. É inacreditável. A gente gosta de falar que o Brasil é um pais líder na America Latina, que somos um exemplo para os nossos vizinhos.Mas ainda não encaramos essa história com maturidade, com tranqüilidade, sem revanchismo, sem rancor, mas apurando fatos. Como é nisso que a gente explica abrindo os documentos sobre a presidente Dilma Rousseff. A gente não tem essa maturidade. Estamos atrasados.
Os nossos vizinhos abriram seus arquivos, eles já viram o que aconteceu. Em alguns casos os torturadores já estão presos e condenados. Na Argentina, o presidente Videla está cumprindo prisão perpetua. Enquanto no Brasil tenta-se apagar fatos que a gente nem sabe o que aconteceu, nem quem são os responsáveis.É muito estranha essa nossa forma de fazer história e eu acho que uma hora ela vai mudar.

A afinidade pode ser zodiacal. Há mais coisas entre o céu e a terra. Confira:

Áries

As pessoas nascidas no signo de Áries precisam de um companheiro de fibra, que tenha muito gosto pela vida e que seja mais inquieto e entusiasmado. O lado sexual da relação é importantíssimo e se o desejo e o desempenho não forem dos maiores, a relação dificilmente irá adiante.
É fundamental que o parceiro não se abata facilmente e tenha uma maior espírito de luta. Os arianos gostam de fazer programas excitantes e de viver aventuras, e pessoas muito paradas ou caseiras tendem a parecer enfadonhas aos seus olhos. Leoninos e sagitarianos fazem o seu tipo, pois também são do elemento Fogo, assim como os geminianos, que nunca param quietos, e os librianos, que têm paciência para lidar com o seu lado mais autoritário.

Touro

Os taurinos e as taurinas querem uma relação estável, que transmita segurança, e um companheiro que saiba viver a vida com bom gosto. Excessos e desvarios emocionais não têm lugar dentro do envolvimento: é preciso que haja uma constante, pois altos e baixos frequentes fazem com que se afastem. A questão material adquire um caráter central, pois são os recursos financeiros que proporcionam o conforto e a tranquilidade para o relacionamento. Eles adoram programas sofisticados e bons restaurantes, assim como receber belos presentes.
Virginianos e capricornianos, também do elemento Terra, têm uma afinidade natural com os taurinos, assim como os cancerianos, que são mais caseiros e fiéis e os escorpianos, que tendem a lhes dar muito prazer na cama.
Gêmeos

Gêmeos é um signo que precisa de movimento, e uma pessoa muito estática entendia facilmente os nascidos neste signo. O companheiro precisa ser inteligente, vivaz, gostar muito de conversar e ser uma pessoa divertida. Pessoas introspectivas e sem jogo de cintura não fazem o seu tipo, e o geminiano prefere um parceiro de alma jovem e curiosa. Programas culturais ou qualquer tipo de diversão mais descontraída têm a capacidade de estimulá-los.
Librianos e aquarianos, que também pertencem ao elemento Ar, combinam com Gêmeos, assim como os arianos, cheios de pique, e os sagitarianos, geralmente inteligentes.
Câncer

Os cancerianos são pessoas doces e românticas, e adoram ter a perspectiva de construírem um lar sólido e estável ao lado do companheiro. A relação precisa ser fundada no amor e na lealdade, mais do que qualquer outro tipo de afinidade. É importante que o companheiro não goste de ficar muito tempo na rua, nem se ausente demais do ambiente doméstico, que precisa ser compartilhado pelo casal de forma integral. Almoços e jantares com a família toda os fazem felizes.
Este é um dos signos mais casamenteiros do Zodíaco, que se sente atraído por Escorpião e Peixes, que também são do elemento Água, pela estabilidade taurina e pelo responsabilidade capricorniana.
Leão

Quem é de Leão não pode se envolver com qualquer um, então o companheiro precisa ser, em alguma medida, uma pessoa especial: beleza, sucesso, carisma e outros atributos contam demais. O projeto de vida do casal tem que ser algo grandioso e nada medíocre. Adoram frequentar lugares sofisticados e estar em meio a pessoas de bom nível social.
Gente que pensa pequeno, desleixada ou sem ambição lhe causam desprezo e, sendo assim, os leoninos se sentem atraídos por Áries e Sagitário, que também são do elemento Fogo, e pela fidelidade e bom gosto libriano ou pela personalidade do aquariano.

Virgem

Os nascidos no signo de Virgem são pessoas objetivas e sensatas, e sabem que um relacionamento não pode ser estruturado apenas por coisas intangíveis como paixão e erotismo. Para eles, é necessário que algo sólido realmente exista e seja capaz de materializar a relação propriamente dita. O companheiro precisa ser bem resolvido profissionalmente, ter um mínimo de ordem para as coisas do dia a dia e ser responsável. Outro fator importante é a inteligência e, mais do que filosófica, ela precisa mesmo é ser prática e construtiva.
Taurinos e capricornianos, que também são do elemento Terra, combinam com os virginianos, assim como a segurança doméstica de Câncer e a entrega de Peixes.
Libra

Os librianos são casamenteiros e bastante fiéis, depositando muitas das suas fichas no sonho de concretizarem uma união estável e feliz. O companheiro precisa ser alguém de boas maneiras, ter um mínimo de educação e refinamento, mas ao mesmo tempo saber o caminho a ser seguido quando eles estiverem em dúvida.
É preciso que haja romance e beleza na relação, e isso é mais importante que uma paixão avassaladora ou um sexo sem limites. Adoram passear em ambientes cheios de harmonia e bem frequentados, sem muita agitação. Geminianos e aquarianos, que também são do elemento Ar, combinam com Libra, assim como a lealdade leonina e pulso forte ariano.

Escorpião 

Os nascidos em Escorpião têm uma expectativa muito grande em relação ao envolvimento, pois esperam que ele seja intenso e profundo e, principalmente, seja sexualmente enriquecedor. É preciso que o companheiro tenha uma personalidade forte e esteja preparado para encarar os desafios que a vida oferece com ambição e determinação. Seus programas preferidos costumam ser restaurantes de comida farta e bem temperada, além de discotecas ou lugares que exalem sensualidade.
Quem é de Câncer e Peixes combina com eles porque também é do elemento Água, assim como os ambiciosos capricornianos ou os sensuais taurinos.
Sagitário

Quem é de Sagitário não quer um companheiro muito pegajoso e possessivo, que restrinja a sua liberdade. É importante também que ele seja inteligente, culto e esteja sempre ampliando os seus próprios horizontes, em busca de novos desafios. Sagitarianos adoram viajar e conhecer povos e costumes diferentes, também curtindo bastante passeios na natureza através de trilhas e cachoeiras, por exemplo.
Arianos e leoninos são do elemento Fogo, como Sagitário, e combinam com o signo. A independência aquariana os atrai, assim como a versatilidade dos geminianos.

Capricórnio

Os capricornianos desejam ter a seu lado alguém realmente ambicioso, que não se contente com tudo o que é mediano e se dedique de corpo e alma à carreira e às responsabilidades, como forma de vencer na vida e de progredir socialmente. Portanto, é necessário que o companheiro tenha os pés no chão e vise, de alguma maneira, o sucesso.
Taurinos e virginianos, que também pertencem ao elemento Terra, são parceiros naturais, assim como a persistência escorpiana e a inclinação canceriana em fazer do lar o melhor ambiente doméstico possível.

Aquário

Aquário é um signo que precisa de independência e, portanto, os nascidos neste signo não gostam de pessoas muito ciumentas e possessivas. Fazem questão que o companheiro se sobressaia intelectualmente, tenha ideias progressistas e uma forte personalidade, sem seguir a opinião da maioria como se estivesse num rebanho.
Geralmente ligados na evolução tecnológica, os aquarianos gostam de atividades nas quais possam manipular as últimas novidades da eletrônica. Gêmeos e Libra, que são do mesmo elemento Ar, combinam com os aquarianos, assim como os independentes sagitarianos e os criativos leoninos.

Peixes

Piscianos são sonhadores e românticos, e para eles é fundamental que vivam uma história de amor apaixonante. A fantasia é um elemento que precisa estar presente na relação e eles esperam que o envolvimento tenha profundidade e magia. Quem é de Peixes entende que basta o amor e a compreensão mútua para que um relacionamento se sustente.
Adoram ir ao teatro ou ao cinema e passeios por lugares tranquilos e contemplativos na natureza. Cancerianos e escorpianos são do elemento Água como Peixes, e combinam entre si. O amor dos taurinos pelo que é belo e a dedicação ao companheiro dos virginianos são qualidades que encantam os piscianos.

Não gostam dele!

Se tem alguém no mundo com quem podemos contar, com certeza, vai ser um membro da nossa família. Afinal, pai, mãe e irmãos compartilham conosco todos os momentos da vida e, consequentemente, são nossos maiores alicerces. É por isso que quando algum deles - ou todos! – se volta contra nós é duro de segurar a barra. E, sem dúvida, uma das campeãs de discórdia entre pais e filhos são as escolhas amorosas. Ele é malandro, é muito mais velho, é mais novo, não tem futuro, é separado... O que não falta é defeito para alegar. Será que é possível o mar de rosas da relação permanecer depois dessas intempéries familiares?
Rejeição insuportável
Não é preciso que seus pais – irmãos, cachorro e papagaio – morram de amores pelo seu parceiro. É um direito deles não o considerarem a pessoa ideal, até porque você também sabe que ele está longe de ser perfeito. O problema é quando a implicância é descarada e constante. "Meu ex-sogro sempre deixou clara uma postura de reprovação quanto a mim. Ele olhava para a minha roupa, fazia cara feia por causa do meu jeito", conta o designer Francisco Rodrigues, de 28 anos.
Por mais que o casal tentasse deixar aquilo de lado, era impossível o mal-estar não contaminar a relação de alguma maneira. "Ele insistia que eu tinha que fazer um concurso público, porque achava que um designer não valia de nada para construir uma família, ter uma casa... Então, volta e meia era aquela ladainha, ele querendo fazer a cabeça da minha namorada e enchendo o meu saco também", reclama Francisco, dizendo que a reprovação do sogro, sem dúvida, influenciou no término do relacionamento, que durou três anos. "A gente queria casar e quase fizemos, mas além de outros problemas, isso atrapalhava muito, eu sempre me senti supermal. Pô, viver próximo de alguém que te acha um perdedor!", confessa ele.
Complô familiar 

Ser rejeitado pela família do parceiro parece ser realmente deprimente. Só que isso não significa que quem está do outro lado sofre menos, não. Viver tendo que rebater as críticas, tentando convencer os pais não só das qualidades do namorado, como também do fato de que o que é bom para eles pode não ser o melhor para você é pra lá de desgastante. "Tive uma namorada, quando eu tinha 15 anos, que a minha mãe odiava. Achava ela muito grudenta", diz o estudante Thiago Ribeiro, de 23 anos, não excluindo a possibilidade da implicância da mãe ser um pouco de ciúme também.
"Quando ela soube então que eu tinha perdido a virgindade, deu chilique! Não deixou mais a menina frequentar a minha casa. Para piorar a situação, a mãe da minha namorada também passou a me odiardepois que soube que a gente transou e não pude mais ir à casa dela. Ou seja, um complô contra nós", define Thiago. Depois disso, o casal passou a se encontrar escondido, mas por pouco tempo. "Aí não deu mais, já tava tudo babado", explica o estudante.
Sensatez é o caminho

Por outro lado, existem pais e mães que demonstram impressionante serenidade e discernimento na hora de questionar a escolha amorosa da filha ou do filho. Aconteceu com a publicitária Michelle Gouveia, de 28 anos, cujos pais não a pressionaram nem quando souberam que o namorado colocou-lhe um par de chifres. "O Guilherme me traiu quando viajei para os EUA. O problema foi que ele fez isso numa festa na casa dos amigos do meu pai. Meus pais ficaram sabendo. Eu perdoei o Gui, mas eles não", conta. Mesmo assim não exigiram que a filha terminasse o namoro. "Eles não se meteram na minha vida, só que nunca mais trataram o Gui da mesma forma. Não eram mais carinhosos com ele. Na verdade, não achavam que o relacionamento fosse durar muito e foi realmente o que aconteceu. A traição tinha sido só um sinal de que as coisas não iam bem", acredita Michelle.
Segundo o psicólogo e sexólogo Cássio dos Reis, apesar do medo e da preocupação serem naturais, existem muitas famílias possessivas, que, ao invés de investirem no diálogo aberto, cerceiam a liberdade do jovem. "Quando o seu filho nasce, você se sente mais competente. Ele vai crescendo, se transformando em gente, só que você sempre tem a sensação de que ele é seu. A preocupação dos paistem que servir de sinalização e não de boicote. Porque limitar a sua liberdade só vai incentivá-lo a transgredir de alguma forma", argumenta Cássio. 
De nada adianta, entretanto, achar que a culpa pelos desentendimentos é toda dos pais que não conseguem lidar com o fato de seu rebento estar se tornando independente. "Qualquer pessoa que se envolve com outra tem que levar em conta que esse indivíduo é resultado da família que o criou e tentar conviver da melhor maneira possível”, recomenda o psicólogo, alegando que em muitos casos os familiares se sentem deixados de lado e passam a rejeitar a pessoa não por agressão, mas por defesa.
O segredo é procurar estar próximo, comparecendo aos eventos familiares, para que o diálogo se desenvolva cada vez mais. “O filho ou filha deve conversar bastante e tentar mostrar para a família que, apesar das diferenças que o separam de seu parceiro, existem muitas outras coisas que somam. Os pais, por sua vez, devem confiar naquilo que ensinaram, acreditando que ele terá capacidade de transformar as suas relações e escolher o que é melhor para si”, finaliza Cássio dos Reis.